REFÚGIO

A tua vida

É vivida em minha fantasia

Não sei onde você mora,

Se nas sombras da tarde

Ou isolado na aragem perfumada

Das manhãs.

Talvez você esteja no refúgio

Que me isola, e consola,

Porque existe uma lágrima teimosa

Que molha a quietude

De cada dia.

Às vezes penso que perdi a razão,

Mas eu digo que não.

Perdôo a dor inocente

E solitária,

E a lembrança de mim mesma

Se esvai.

Pedirei ao céu que não te cubra

Com a nuvem azul

Das horas vazias.

Não importa o longo tempo

Pra te sentir no agora,

Porque você também é presente

Na noite que cai.


Arlette Santos

mariabonitaepoesia.com.br

Estrada da Vida




Na inquietude da vida
Os passos largos se vão,
Sem direção e rumo incerto
A procura de algo que se perdeu
Nos caminhos da vida
A felicidade existiu, sim!
Mas foi muito tempo atrás,
Tempos longínquos
Daquelas tardes de verão,
Onde a beleza das flores,
O canto dos pássaros
O suave cheiro das manhãs
Traziam na relva o sonho dourado
De certezas de um amor
Que jurava ser para sempre
Mas a vida mudou o rumo dos sentimentos
e tudo se desfez, cada um seguiu seu destino
Nesta grande estrada da vida.



Maria Bonita e Poesia
mariabonitaepoesia.com.br

Sorriso


Com seu sorriso ela vem
Em passos largos a me encontrar
O brilho nos olhos é notório
A saudade existe e está ali presente.
Entre um abraço e outro,
Conversas paralelas
E um olhar distante
Mostram no seu sorriso
Os sonhos de menina,
Saudades da infância talvez….
Onde a natureza
Fazia parte do cenário feliz
Onde já não existe alegria
E tudo que permanece são
Lembranças,
Apenas doces lembranças.
Maria Bonita e Poesia
mariabonitaepoesia.com.br

Sentimentos


Não quero chorar

Mas as lágrimas insistem

A rolar pela minha face,

Tento não pensar no passado

Naquelas cenas tristes

Mas minha mente é mais forte

Trazendo lembranças de dor,

Sentimentos de tristezas profundas…

As feridas não aparecem em meu corpo

Mas está estampada em minh’alma

Gostaria de apagar coisas tristes

De minha vida com um apagador mágico

Daqueles que não deixam marca nenhuma…

Mas sei que somente o tempo

É capaz de fazer isso e devolver minha alegria

Pra poder sorrir novamente e acalmar

Esse peito cheio de dor.

Maria Jeremias dos santos
mariabonitaepoesia.com.br

RETA FINAL



Apague da memória, por favor,
Tudo o que houve em nosso amor.
Se tudo entre nós terminou,

Não adianta guardar as lembranças;

Só foi bom enquanto existiu esperança.
Chegamos à reta final.
O nosso caso,
De tanto descaso,
Acabou.

Você já foi
O sol que iluminava meus dias.
Eu te amava tanto
E tanto você me queria.
Nosso amor foi semente,
Germinou e deu flor,
Sorrisos… quimeras…
Paixão sem dor.

O tempo passa
E cria manias na gente.
Ficamos diferentes.
Eu não discuto e você não reclama.
Esquecer é tentar ser feliz.
Tudo terminou assim,
Sem réu nem juiz,
Só porque
A gente já não se ama.

Arlette Santos

mariabonitaepoesia.com.br

O AMOR DA CIGANA (Arlette Santos/Eduardo Samuel Ferreira)

Bailando na praça de Sevilha, com alegria

Oferecestes tua mão para eu ler o teu destino

Mas Oh! Desatino! Em tuas linhas estava escrito

Que me amarias e seria teu o meu coração.


Achava isso uma bobagem, pura magia! Mas não

pude conter a emoção quando tocou a minha mão.

Tive a impressão que já te conhecia, surgiram

várias cenas de uma outra encarnação.


Assustada eu fugi. Como poderia amar um gadji?

Esquecer que sou cigana, abandonar a minha raça

Às cartas perguntei, e elas revelaram:

Cumpra o teu destino, bebam juntos da mesma taça.


Não adianta fugir, a vida nos fez reencontrar

aquele antigo sentimento que tanto insiste em aflorar.

O meu destino é realmente com você, isso não posso negar.

Venha comigo para longe, não vamos deixar a felicidade escapar.


Aflora em meu coração um amor que eu desconhecia

Seguirei junto a ti. O destino não se engana

Te amarei sempre, por todos os meus dias

O verdadeiro amor transborda de minha alma cigana.


Não quero que deixe de ser cigana,

mas viva comigo as suas tradições.

Farei você sentir na nossa cama,

o bailado de Sevilha em nossos corações.

mariabonitaepoesia.com.br

CHUVA

CHUVA FINA CAI LÁ FORA,
SILENCIOSA COMO A NOITE
FAZ RECORDAR
DE MINHA SAUDOSA MÃE…
QUE DORMIA AO SOM
DOS PINGOS DA CHUVA
SONHAVA COM LUGARES DISTANTES
E ACORDAVA FELIZ
FALANDO QUE A CHUVA
FAZ A GENTE SONHAR
MAIS ALTO QUE AS NUVENS.
A CHUVA
TRAZ-ME LEMBRANÇAS
DO CAFÉ QUENTE,
 DO BOLO QUENTE DE FUBÁ,
DE CONVERSAS DE MAMÃE.

Maria Jeremias dos Santos

mariabonitaepoesia.com.br