Não tenho medo

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Ariano Suassuna

Não tenho medo de andar de avião como muitos dizem. O que eu tenho é tédio. Não aguento mais olhar aquelas aeromoças fazendo um teatro mímico para mostrar aos passageiros como usar às máscaras de oxigênio em caso de despressurização, e a porta de emergência.

Quem se importa com os professores ?

Hoje morreu um professor, mas isso não foi notícia

 De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor.
 Ou isso, ou somos mesmo parvos
Cronica
Texto de João André Costa • 03/04/2017 – 07:51
Todos os dias vou para a escola. À chegada, encostados a um muro, os alunos do costume, do 7.º ao 10.º ano a enrolar charros, a fumar charros, a vender charros. Digo-lhes “Bom dia”, eles mandam-me para o c… e eu continuo, porque quando me mandam para o c… é bom sinal, é sinal de que ainda estão vivos, não vá um ficar estendido ao comprido do portão da escola como no mês passado mais os tios, as tias, os pais, as mães e primos mil a acusarem-nos de deixar os filhos fumar droga à porta da escola, e eu quando eles fumam droga é do melhor, a dormir sobre as mesas da sala de aula perante o olhar indiferente dos colegas ou das contínuas, não vá alguém acordá-los, porque ao menos enquanto dormem e curam a “pedrada” não chateiam e quando alguém os acorda é do pior, pegam logo no telemóvel enquanto me chamam de filho da p… para baixo e ameaçam partir-me os dentes todos.
Sou professor. Mas não dou aulas, finjo que dou aulas e de manhã à noite separo alunos e alunas desertos por andar à porrada, levo sopapos, bofetadas, empurrões e estaladas, cospem-me na cara e dão-me pontapés, mas antes assim, porque às crianças nem uma nódoa negra que se veja ao chegar a casa quando ainda ontem a Luísa, professora de História, acabou no hospital depois de um encarregado de educação lhe perfurar um pulmão entre um par de murros na cara, os óculos partidos e não sei quantos pontapés enquanto a coitada da Luísa se torcia e esvaía no chão.
Chamar a polícia? Nem pensar, da última vez que aqui vieram era ver os alunos, ao melhor estilo dos macacos, saltar por cima do portão da escola e apedrejar os vidros do único carro do posto, agora inoperacional por falta de fundos, assim dizem eles ao telefone, ou então miúfa, muita miúfa.
Mas eu é que não posso ter miúfa, nem eu nem os meus colegas, caso contrário não temos emprego nem salário, a minha mulher vive a 200 quilómetros com uma filha recém-nascida entre os braços e as serras e alguém tem de pagar os “aptamis” agora que lhe cessaram o contrato de trabalho. É preciso ter azar.
Por isso venho para a escola todos os dias ao mesmo tempo que cadeiras voam dentro das salas, alunos correm de faca na mão uns atrás dos outros, vidros estilhaçam, computadores são partidos ou roubados, ou partidos e roubados, conforme aprouver às pobres crianças, porque contrariá-las nem pensar, para já não falar dos pneus dos carros dos professores, tantas vezes substituídos por tijolos em pleno dia, e eu às vezes gabo a capacidade destas crianças para a mecânica, pelo que até já fui falar com o senhor Director e propor a criação de um curso profissional, e não tivessem as ferramentas sido todas roubadas à chegada à escola e, estou certo, os nossos alunos teriam um futuro brilhante à sua frente. Estou mesmo certo.
De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor. Ou isso, ou somos mesmo parvos. Ou, se calhar, não há outra alternativa senão a do desemprego. Vou pela terceira hipótese. E por isso continuo, ano após ano, cada vez mais longe de casa, cada vez mais próximo da Lisboa periférica, dos bairros periféricos, das vidas periféricas, para sempre condenadas a girar ao redor de nada, sem passado, presente ou futuro que as sustente, e eu lá no meio da reportagem da RTP enquanto uma mãe me encosta contra a parede e me perfura a barriga com uma faca do pão depois da filha lhe ter dito ter sido violada por um colega na minha sala de aula, e eu enjoado a segurar a barriga e as mãos quentes cheias de sangue quente a fugir-me com a cabeça de encontro ao chão, incapaz de lhe explicar que a filha já não vem à escola desde a semana passada, até porque a mulher já tem as mãos no meu pescoço e eu sufoco mais ou menos ao mesmo tempo que um grupo de populares persegue e pontapeia a equipa da RTP, arauto da liberdade e da informação. Hoje morreu um professor, mas isso não foi notícia.
Fonte- http://papodeprofessor.blogspot.com.br/

Infiel (Marília Mendonça)

 

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Isso não é uma disputa
Eu não quero te provocar
Descobri faz um ano e tô te procurando pra dizer
Hoje a farsa vai acabar

Hoje não tem hora de ir embora
Hoje ele vai ficar
No momento deve estar feliz e achando que ganhou
Não perdi nada, acabei de me livrar

Com certeza ele vai atrás, mas com outra intenção
Tá sem casa, sem rumo e você é a única opção
E agora será que aguenta a barra sozinha?
Se sabia de tudo, se vira, a culpa não é minha

O seu prêmio que não vale nada, estou te entregando
Pus as malas lá fora e ele ainda saiu chorando
Essa competição por amor só serviu pra me machucar
Tá na sua mão, você agora vai cuidar de um traidor
Me faça esse favor

Iêêê, infiel
Eu quero ver você morar num motel
Estou te expulsando do meu coração
Assuma as consequências dessa traição

Iê iê iê, infiel
Agora ela vai fazer o meu papel
Daqui um tempo você vai se acostumar
E aí vai ser a ela a quem vai enganar
Você não vai mudar

O seu prêmio que não vale nada, estou te entregando
Pus as malas lá fora e ele ainda saiu chorando
Essa competição por amor só serviu pra me machucar
Tá na sua mão, você agora vai cuidar de um traidor
Me faça esse favor

Iêêê, infiel
Eu quero ver você morar num motel
Estou te expulsando do meu coração
Assuma as consequências dessa traição

Iê iê iê, infiel
Agora ela vai fazer o meu papel
Daqui um tempo você vai se acostumar
E aí vai ser a ela a quem vai enganar
Você não vai mudar

Iêêê, infiel
Agora ela vai fazer o meu papel
Daqui um tempo você vai se acostumar
E aí vai ser a ela a quem vai enganar
Você não vai mudar

Iêêê, infiel

Já tá ficando chato, né?

Eu Sei de Cor (Marília Mendonça)

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É
Já tá ficando chato, né?
A encheção de saco, pois é!
Prepara, que eu já tô me preparando
Enquanto cê tá indo, eu to voltando

E todo esse caminho eu sei de cor
Se eu não me engano, agora vai me deixar só
O segundo passo é não me atender
O terceiro é se arrepender

Se o que dói em mim doesse em você

Deixa!
Deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
Vai tentar abrir a porta desse amor
Quando eu tiver jogado a chave fora

Deixa!
Deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
E quando se der conta, já passou
Quando olhar pra trás, já fui embora

E todo esse caminho, eu sei de cor
Se eu não me engano, agora vai me deixar só
O segundo passo é não me atender
O terceiro é se arrepender

Se o que dói em mim doesse em você

Deixa!
Deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
Vai tentar abrir a porta desse amor
Quando eu tiver jogado a chave fora

Deixa!
Deixa mesmo de ser importante
Vai deixando a gente pra outra hora
E quando se der conta, já passou
Quando olhar pra trás, já fui embora

E quando se der conta, já passou
Quando olhar pra trás, já fui embora

Cantora Marília Mendonça, rainha da “sofrência”

Ainda  menor de idade, Marília Mendonça começou a se destacar como compositora, aos 12 anos iniciou nas escritas com a canção “Minha Herança”, assinada por ela e pelo Frederico. Nesse mesmo período, Marília compôs também “Vai ter balanga”. Mesmo com  pouca idade, ela coleciona grandes sucessos como compositora, “É Com Ela Que Eu Estou” – na voz de Cristiano Araújo, “Até você voltar” e “Cuida Bem Dela” – sucesso de Henrique & Juliano… Ano de 2001.

Marília Mendonça começou com uma média de 15 shows por mês, hoje faz cerca de 25 e é conhecida como rainha da “sofrência”. Em números nas redes sociais também, deixando pra trás muitas artistas internacionais, alcançando marcas como mais de 1 bilhão e 600 mil visualizações e mais de 3 milhões de inscritos no canal oficial do youtube. Além de músicas em novelas e coletâneas de sucesso, multidões acompanhando a cantora nos shows em que se apresenta, tanto nos dela individual, como nos eventos Festeja e Festa das Patroas. A cantora tem nos surpreendido semanalmente com os lançamentos de 3 novos vídeos inéditos da gravação do DVD Realidade. E não para por aí… muitas novidades ainda estão por vir…

Fonte- www.mariliamendoncaoficial.com.br

 

 

O que bibliotecários fazem após 4 anos de faculdade:

 

Aqui estão algumas coisas que os profissionais bibliotecários fazem após 4 anos de faculdade:

+ Preparar e manter políticas que determinam o que é adicionado à coleção, incluindo bases de dados online
+ Escolher e negociar com os fornecedores que comercializam itens para a coleção
+ Determinar quais materiais serão aceitos como doação e reconhecê-los para efeitos de contabilidade
+ Analisar como os usuários utilizam a coleção e demais serviços
+ Determinar quais materiais obsoletos ou não utilizados devem ser removidos da coleção
+ Descrever cada item da coleção em um registro de catalogação para que as pessoas possam encontrá-lo
+ Manter os sistemas de computador sem os quais as bibliotecas não podem funcionar
+ Manter equipamentos de reprodução para todas as gravações de áudio e vídeo, incluindo formatos obsoletos para o conteúdo que não está disponível em formatos mais recentes
+ Aprender a usar a nova tecnologia emergente, a fim de ser capaz de ensinar os usuários
+ Responder às perguntas dos usuários, que podem ser fáceis de responder ou exigir considerável pesquisa
+ Ajudar os leitores de ficção ou literatura a encontrar o que ler em seguida
+ Emprestar materiais de outras bibliotecas para usuários que precisam de algo que a biblioteca não possui
+ Planejar e administrar aulas, seminários, concertos, grupos de leitura, noites de jogos e outros programas
+ Preparar descrições de cargos para as posições em aberto e contratar as pessoas certas
+ Treinar e supervisionar os profissionais associados que trabalham na biblioteca
+ Preparar orçamentos a fim de alocar recursos para manter tudo funcionando
+ Trabalhar dentro da comunidade para promover a biblioteca e seus serviços
+ Manter-se atualizado com a literatura de bibliotecas (que não é tão divertido quanto a leitura de livros!), a fim de acompanhar as contantes mudanças